PUBLICADO EM: 06/06/2013 ÀS :

“MAS QUE CONHECIMENTO?”

 
Historicamente a educação brasileira foi extremamente excludente. A grande massa populacional que compõe a sociedade brasileira foi posta de lado, onde a grade curricular nacional foi feita exclusivamente para atender uma pequena elite nacional.

Partindo desse pressuposto chamamos a atenção para uma breve discussão envolvendo as bases históricas do excludente currículo escolar brasileiro. A classe marginalizada necessita de reconhecimento. Essa visibilidade deve proporcionar que os ocultados tenham seus saberes, experiências, sua cultura, seu modo de vida vista nos currículos escolares do qual fazem parte. Tentar manter esses educando populares no ocultamento é ingenuidade profissional e politica. A postura ética de tantas escolas e professores é pelo reconhecimento.

A educação nacional durante muito tempo funcionou para atender basicamente uma pequena minoria da sociedade nacional, ou seja, a chamada elite. Seu currículo foi voltado e adequado para atender essa pequena minoria. A grande massa populacional foi esquecida pelos governantes e educadores que não viram sua necessidade de serem incluídos e adequados no sistema educacional. Com o passar do tempo esses populares foram chegando a numero cada vez maior nas escolas publicas. O grande problema consistiu que essas escolas não estavam preparadas para atender as necessidades dessa população. A grade curricular das instituições publicas não perceberam a necessidade de se adequar a realidade dos estudantes, provocando assim um elevado numero de desistência ou reprovação. Partindo dessa premissa, percebemos que nas escolas publicas, os currículos eram pensados para crianças e adolescentes das camadas bem posicionadas que a frequentavam, não teriam se repensado para receber os filhos e as filhas dos setores populares empobrecidos. Não teriam sido capazes de reconhecê-los.

Partindo desse ponto trazemos a ideia de que para se chegar a uma produção do conhecimento é necessário trabalhar com a realidade dos discentes, ou seja, deve-se partir do local para então remeter-se ao regional e consequentemente ao nacional. Isso é um pressuposto que tanto a escola como os professores não pode deixar de lado ou então só irá fabricar seres reprodutores, mentes alienadas.
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PUBLICADO EM: 15/03/2013 ÀS :

Negar socorro é crime!

 
Em todas as cidades existem serviços denominados de emergência ou de urgência, onde atende pacientes que apresentam uma situação ameaçadora, brusca e que requer medidas imediatas de correção e de defesa, significa que sofreu um acidente e/ou necessita de atendimento urgente. A urgência no dicionário médico consta como um estado patológico que se instala bruscamente em um paciente, causado por acidente ou moléstia e que exige terapêutica médica ou cirúrgica urgente. Que urge, que deve ser feito com rapidez.

Pelo nosso Código Penal, Código Civil e pelo Código da Ética Médica, é vedado ao médico deixar de atender em setores de urgência e emergência, quando for de sua obrigação fazê-lo, colocando em risco a vida dos pacientes.

O acesso a setor de emergência é um direito individual de toda a pessoa, e devemos lutar de todas as maneiras a remover as barreiras que impeçam esse acesso. O direito à emergência é igual ao direito à vida. A sociedade como um todo tem de tomar conhecimento deste direito para poder assegurar um direito.

O que está acontecendo em nossos Hospitais é um desrespeito a constituição que expõe “Saúde é direito de todos”, além de nossos profissionais da saúde está infligindo o código penal artigo 134 onde se lê: é crime condicionar atendimento médico-hospitalar emergencial a qualquer garantia e dá outras providências, Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resulta a morte.

Triste realidade de Caracol e cidade vizinhas, médicos negando socorro a pacientes em estado de emergência, alegando que não são do município ou do Estado, mesmo que esses pacientes não sejam do município do hospital é obrigação do medico ou profissional da saúde atende-lo.

Chega! Queremos SAÚDE de fato, queremos ser respeitados.
(Carcará, O gavião do sertão).
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Perfil

Prof. Josimar Custódio Rocha é Graduado em História pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Especialista em Educação também pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Desenvolve pesquisas em História social e cultural, com ênfase na história do Piauí e da nossa região, além de desenvolver pesquisas em História das Ciências. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco-UNIVASF.

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