PUBLICADO EM: 22/08/2016 ÀS 09h43

A fogueira das controvérsias: análise sobre a possível chegada do homem à América.

 

Josimar Custódio Rocha



Resumo:



A questão da colonização do continente americano pela espécie humana tem sido fonte de polêmicos debates na arqueologia.  De um lado, pesquisadores admitem a procedência asiática das populações, que muito provavelmente teriam penetrado no continente americano pela região de Bering. De outro lado, há a defesa da chegada por vias marítimas.



Ao longo da última glaciação, a retenção das águas nas grandes geleiras continentais fez baixar o nível global dos oceanos em cerca de 120 m abaixo do nível atual, deixando emersas amplas superfícies antes submersas. Essa ponte de terra conectou a Ásia à América em diferentes avanços glaciais e nesses períodos de clima frio e seco permitiu o livre trânsito tanto de animais quanto de seres humanos.



Na América do Sul, sítios arqueológicos localizados no Parque Nacional Serra da Capivara estão alimentando controvérsia. O sítio de maior destaque é o Boqueirão da Pedra Furada, pesquisado por Niede Guidon e colaboradores (Guidon 1984, 1986). Trata-se de um grande e imponente abrigo-sob-rocha, recoberto por pinturas rupestres, que apresenta uma notável sucessão de 46 datações radiocarbônicas, rigorosamente coerentes com sua sequência estratigráfica, que vão de 48.000 até 6.000 anos.



Com essas datações, Guidon defende que a ocupação da América do Sul tenha sido anterior à Bering. Entretanto, existem muitas duvidassem relação aos vestígios de Pedra Furada. A ausência de fósseis humanos da mesma época leva alguns críticos a alegarem que as pedras lascadas e as fogueiras podem ter origens naturais. Contudo, pesquisas mais recentes como a de Eric Boeda et al. publicadas na ANTIQUITY 88 (2014): 927–955, corroboram a teoria de Guidon e têm tornado a tona a controvérsia sobre o povoamento das Américas.  Neste trabalho, iremos analisar as contribuições dessa controvérsia nas pesquisas arqueológicas, bem como apresentar em que consiste a controvérsia sobre a chegada do homem a América.



Universidade Federal do Vale do São Francisco, josimar.rocha@univasf.edu.br


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PUBLICADO EM: 24/10/2013 ÀS :

O petróleo é nosso

 
Trago para apreciação de todos um texto de Heitor Scalambrini Costa, sobre o leilão de libra, onde compartilho da mesma ideia.

Naqueles anos, de triste recordação para o povo brasileiro, mal assumiu o governo, Fernando Henrique Cardoso (FHC) enviou ao Congresso um projeto de emenda constitucional que visava acabar com o monopólio da Petrobras sobre a exploração e produção de petróleo.

Em 3 maio de 2013 completou 18 anos da histórica e heróica greve de 32 dias dos petroleiros, que em plena era FHC, foi fundamental como movimento de resistência para impedir a privatização da Petrobras (ou PetroBrax como se chamaria). Naquele ano de 1985 foi autorizado pelo presidente da República que o Exército com tanques, metralhadoras e militares ocupassem as refinarias e reprimissem os trabalhador@s.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que liderou este movimento, acabou despertando um movimento nacional de solidariedade resultando no grito único de que "somos todos petroleiros”. Um alto preço foi pago, resultando na demissão de muitos trabalhador@s, e de multas astronômicas para os sindicatos ligados a FUP. Com toda repressão a luta valeu a pena, e a Petrobrás não foi totalmente privatizada.

Agora, novamente, os petroleiros mostram o caminho em uma greve contra o leilão do Campo de Libra, na Bacia de Santos - a primeira licitação de área do pré-sal. Libra não é um mero campo, é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris. Ou seja, esta área não é um bloco aonde a empresa petrolífera irá "procurar petróleo”. Constitui na maior reserva comprovada de petróleo brasileiro no pré-sal, descoberto pela Petrobrás em 2010, e uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos, possuindo entre 12 e 14 bilhões de barris de petróleo (equivalente a dois terços das atuais reservas brasileiras).

No dia 17, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que autoriza o envio, além das tropas do Exército, homens da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para garantir (?) a realização do leilão da área de Libra, que ocorrerá nesta segunda-feira (21) no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O Ministério da Defesa coordenará as ações com apoio do Ministério da Justiça, em uma operação denominada de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e será executada pelo Comando Militar do Leste, que contará com mais de 1.100 homens. Não está descartada a possibilidade de reforço da Marinha e até da Aeronáutica.

Mais uma vez a presidente Dilma decidiu imitar FHC, pois além de privatizar o petróleo, chama o exército contra aqueles que denunciam o entreguismo, como o tucano fez em 1995. Além disso, alimenta a judicialização e a criminalização por parte da mídia. Sem dúvida ficará para a história pelo uso do exército, contra os manifestantes que defendem os interesses nacionais.
Contra os leilões do petróleo e pela soberania nacional. O petróleo é nosso.
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Perfil

Prof. Josimar Custódio Rocha é Graduado em História pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Especialista em Educação também pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Desenvolve pesquisas em História social e cultural, com ênfase na história do Piauí e da nossa região, além de desenvolver pesquisas em História das Ciências. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco-UNIVASF.

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